Juliana Paes viveu surto de ansiedade após perdas: Não consegui viver luto

 Juliana Paes viveu surto de ansiedade após perdas: Não consegui viver luto

Foto: Reprodução/Instagram

Durante as gravações de “A dona do pedaço”, Juliana Paes viveu um surto de ansiedade. Uma “sensação de angústia, palpitações e crises de labirintite” fizeram a atriz procurar ajuda médica. Em entrevista ao jornal O Globo, ela contou que após o final da novela foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático e começou a fazer terapia.

Entre as causas que culminaram no quadro, estavam perda da voz, além da morte de sua cachorra e de dois tios.

“Primeiro foi minha cachorra, Chloé. Ela estava há 21 anos comigo. Já esperava a morte dela. O problema foi a forma… Ela morreu afogada na minha piscina. Uma semana depois, foi meu tio mais próximo, irmão da minha mãe. Depois de sete dias, meu tio favorito, com quem eu tinha uma mentoria espiritual. Foram perdas próximas e não consegui viver o luto porque estava gravando. contou.

Falando sobre crises e o tratamento, Juliana lembrou que foi difícil até compartilhar sua dor com a própria família. “Como sou essa pessoa que está sempre rindo, alegre, o entorno não credibilizasse essas dores, como se eu não estivesse autorizada a ficar triste. Isso me atrapalhou muito nesse processo, até com a família.

Atualmente, além da terapia, a atriz conta com a atividade física e outras coisas prazerosas para evitar esse tipo de angústia. Ela contou até uma nova “paixão por filosofia e mitologia.”

Depois de defender a médica Nise Yamaguchi, que participou da CPI da Covid em junho deste ano, Juliana Paes compartilhou um desabafo nas redes. Em vídeo, ela disse que a polarização presente nas redes sociais não é saudável para as decisões importantes a serem tomadas no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus. A repercussão, porém, foi grande e desestabilizou a atriz.

“Fiquei instável, me desestabilizou. Pensei: ‘Fui respeitosa, não fui agressiva, o que pode ter feito surgir algo raivoso?’. Talvez, tenha subestimado meu poder de opinião. Tomou uma proporção maior do que eu podia alcançar. Recebi mensagens de Brasília, de advogados, juízes. Minha assessoria fez uma triagem do que era relevante ler. Porque era impossível ler tudo. Eu vivia um momento ótimo, quieta, cuidando das crianças. Mas comecei a receber mensagens e indiretas que me trouxeram aquela velha sensação de angústia. Não fiz aquilo para ninguém, só queria falar de mim.

Dizendo que o “debate público está falido”, a atriz ainda reforçou que “ninguém está disposto a ouvir o outro.”

Ninguém conversa de verdade. As pessoas precisam estar mais comprometidas com o resultado de seus debates do que com ganhar ou perder uma guerrinha verbal. Debater ideias não tem a ver com atacar, colocar o outro no lugar de quem não sabe nada, dizer que ele vive numa bolha porque não concorda com o tudo que você diz.

Por fim, Juliana disse que nunca defendeu político algum e que espera que as pessoas “possam defender suas ideias não importando qual é o espectro político partidário a que essa ideia corresponde.”

“Sou a favor dos grupos que militam por causas importantes e acho necessário nós, que temos visibilidade, darmos apoio. Faço isso sistematicamente repostando conteúdos que agregam valor, comentando em lugares com visibilidade. (uol.com.br)

Da Redação