“Lockdown foi um absurdo”, diz médica infectologista

Em entrevista ao Diário da Região, Nise Yamaguchi, médica infectologista do Hospital Albert Einstein, disse que o lockdown implantado no estado de São Paulo foi um modelo “esfarrapado” de combate à disseminação do coronavírus.

“Fechar tudo foi um absurdo! Já estava provado, em Nova Iorque, que o fechamento, o lockdown não protegia as pessoas”, disparou. A médica explica que mesmo pessoas que não pegavam Metrô, ou ônibus, acabaram se contaminando, até mesmo dentro de lares para idosos.

“O lockdown nunca protegeu. Esse é um modelo de Saúde pública com uma falta de informação muito grande sobre a forma de transmissão. O vírus se propagaria do mesmo jeito. Você não segura”, explicou.

“Só serviu para danificar tremendamente a nossa economia. Não só a economia, como ampliar a violência doméstica e a violência contra crianças que ficaram fora da escola. Foi uma coisa muito grave o que aconteceu”, completou.

A infectologista afirmou ainda que houve um repúdio muito grande quando se falou que todo mundo acabaria entrando em contato com o vírus e que isso geraria imunidade.

“Foram prolongando o lockdown e esse método virou, não mais um mecanismo para conseguir recursos para UTI, mas um mecanismo de controle social”.

Para a médica, o argumento de que o lockdown era necessário para conter o colapso hospitalar só vingou porque não deixaram os médicos tratarem precocemente a Covid e não permitiram que as pessoas tivessem informações sobre a doença e como trata-la.

Nise Yamaguchi é uma das principais defensoras da cloroquina e da sua derivada, a hidroxicloroquina. Ela é formada pela Universidade de São Paulo (USP), onde se especializou em imunologia e tem doutorado em pneumologia. Especializou-se ainda em oncologia e foi presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia entre 1997 e 2000.

Hoje é diretora-presidente do Instituto Avanços em Medicina, em São Paulo, que é especializado no tratamento de câncer.

Graciela Zabotto