“Na minha gestão chefe não vai cair de paraquedas”

 “Na minha gestão chefe não vai cair de paraquedas”

(Foto Eliane Tafu)

Em entrevista ao “Diário nas Eleições”, o candidato a prefeito Baltasar Rosa (PT) explicou que, se for eleito, para a Educação uma de suas propostas será acabar com a indicação política para cargos de chefia nas escolas municipais. “Respeitar o plano de carreira será fundamental. Os professores precisam iniciar e almejar chegar ao topo em seu trabalho. Não podemos ter um professor que estude e se prepare intensamente e, da noite para o dia, ele se vê comandado por alguém que, às vezes, pouco entende de Educação porque é apadrinhado deste ou daquele vereador ou, de repente, é indicado pelo prefeito. Esta política não me parece boa para a cidade”, explica. “Eu acho que a Educação, por ser fundamental, tem que ter profissionais qualificados e com vontade de seguir carreira”, completa.

Baltasar também justificou que motivação é muito importante, principalmente nessa época de pandemia. “Tenho encontrado muitos professores desanimados e para piorar a situação, estão enfrentando uma pandemia sem precedentes. “O coronavírus, a suspensão das aulas presenciais, a adaptação repentina às aulas virtuais, tudo isso gerou muito estresse. Eles estão fazendo coisas que não foram, devidamente, preparados e, de repente, aparece um iluminado, que não se sabe de onde veio, e passa a ser o chefe de todos. O que era triste, fica pior”.

Se vencer as eleições, Baltasar promete que permitirá que o profissional cresça dentro da questão hierárquica. “Para galgar o teto tem que ser concursado, no mínimo. Ele tem que mostrar capacidade, não pode assumir uma coordenação porque alguém indicou. Não pode, não pode”. O candidato petista disse que será imprescindível ter títulação e comprovar que está qualificado. Baltasar não descarta, inclusive, criar um sistema de análise dos indicados ao cargo por meio de um colegiado como ocorre no Ministério Público. Para ser indicado a um cargo superior, ou até mesmo para o Tribunal de Justiça, o candidato passa pelo crivo do colegiado, composto por membros formados em Direito e com carreira na área. “Por que não fazer isso com a Educação de Barueri? Escolhe-se dois ou três professores, concursados e carreira no ensino municipal, para um cargo de chefia e o prefeito escolhe. Não tenho certeza se iremos implantar algo do gênero, isso dá certo no setor jurídico, o que garanto é que “de forma alguma vai cair chefe de paraquedas do dia para noite”, conclui.

Da Redação