Em entrevista ao Diário, o vereador Alexandre Capriotti, que atua na defesa da causa animal e é embaixador do Cadeia Para Maus-Tratos em Osasco, criticou o arquivamento do caso do cão comunitário Orelha, que vivia na Praia Brava, em Florianópolis.
“Eu enxergo com um olhar muito triste. Para nós, que estamos na linha de frente, na luta contra os maus-tratos e, toda semana, levando pessoas para a delegacia, nós entendemos que, infelizmente, a lei é muito branda. Então, precisamos de leis mais severas, precisamos reduzir a maioridade penal. O crime de maus-tratos tem que se tornar um crime hediondo”, disse o vereador.
A Vara da Infância e Juventude de Florianópolis arquivou o caso após pedido do Ministério Público de Santa Catarina. O órgão concluiu, após análise de vídeos, arquivos e laudos técnicos, que o cão não morreu em decorrência das agressões atribuídas aos adolescentes.
A acusação apontava que um grupo de adolescentes teria agredido o cão comunitário em janeiro deste ano.
Segundo o Ministério Público, o animal possuía uma condição de saúde preexistente e acabou sendo submetido à eutanásia.
Capriotti também afirmou que a investigação conduzida pela Polícia Civil foi detalhada, mas que o entendimento do Ministério Público acabou impedindo o avanço do caso na Justiça.
“Mas, como eu sempre digo, ficou claro que a Polícia Civil de Santa Catarina fez um trabalho minucioso, mas o Ministério Público entendeu que não havia provas suficientes. Eu vejo isso com muita tristeza, mas é um retrato da Justiça nacional”, finalizou.