Em entrevista a jogadora de vôlei Tiffany Abreu, que defende o time de Osasco, disse que não sente raiva da decisão da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), mas se sentiu desprezada pela entidade.
“Faltou empatia com o ser humano, com a atleta e com as pessoas que se inspiram em mim no esporte. Essa empatia está em falta nas pessoas que comandam o esportes neste país”, desabafou.
Para Tiffany, que é uma atleta trans, a CBV teve uma atitude transfóbica. “Eu uso esse termo, infelizmente, porque as pessoas não deveriam ser excluídas. Poderiam ter novas regras e novas formas de abrir portas para pessoas trans, mas não a exclusão”, pontuou.
“Quando você exclui pessoas no esporte, você está proibindo pessoas de praticarem esporte e o esporte não poderia ser algo político e está sendo político neste momento”, completou.
Tiffany, oposta do vôlei Osasco, foi proibida de disputar a Superliga Feminina 2026/27 devido a uma nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) baseada no sexo biológico, ou seja, atletas trans estão fora.
Segundo a CBV, a medida segue diretrizes do Comitê Olímpico Internacional, da Federação Internacional de Voleibol e da Confederação Sul-Americana de Voleibol.
A jogadora e o departamento jurídico do Osasco seguem em contato com a CBV na tentativa de reverter a proibição para o torneio nacional pelo menos neste ano. O clube também foi prejudicado com a decisão.