A vereadora Juliana da AtivOz (PSOL) protocolou, na Câmara Municipal de Osasco, indicação solicitando à prefeitura que ilumine a ponte metálica com as cores da bandeira LGBT+ entre os dias 20 a 30 deste mês, quando se comemora o orgulho LGBTQIA+.
“É muito importante que seja feito esse ato simbólico em Osasco, pois a população LGBT+ vive, resiste, trabalha e mora nessa cidade. O mês de junho é considerado o mês do orgulho LGBT+ desde 1969 por causa da Revolta de Stonewall, desde então esse mês além de ser do orgulho é da luta contra as opressões, violências e lgbtfobias”, justificou a vereadora que representa o mandato coletivo.
Na semana passada, integrantes da AtivOz reuniram-se com personalidades LGBTQIA+ de Osasco para a discussão de projetos de lei, moções e requerimentos que o grupo vem protocolando na Câmara Municipal de Osasco.
Entre os trabalhos desenvolvidos, Higor Andrade, covereador da AtivOz, citou o PL que garante o direito ao uso dos banheiros públicos por travestis, transexuais e intersexo, de acordo com sua identidade de gênero. “Em 2021, essas pessoas ainda são impedidas de usar o banheiro, inclusive dentro de seus locais de trabalho. Estamos lutando pelo básico. Falamos de saúde pública”, afirmou, citando também o projeto de lei que institui no Calendário Oficial de Osasco o Dia Marielle Franco, de enfrentamento à violência política contra mulheres negras, LGBTQIA+ e periféricas.
Participaram do encontro ativistas e representantes de cada letra da sigla LGBTQIA+, como o Fórum LGBT+ da AtivOz, a CAD – Comissão de Atenção à Diversidade Sexual e de Gênero, a ATTO – Associação das Transexuais e Travestis de Osasco e o projeto social Canto Íris.
A homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há 31 anos e os crimes motivados por LGBTfobia foram criminalizados há apenas dois anos, sendo que o Brasil é hoje o país que mais assassina pessoas LGBTQIA+ em todo o mundo, seguido pelo México e Estados Unidos. “Precisamos de políticas para que isso não aconteça mais, para que os direitos e a segurança da população LGBTQIA+ sejam garantidos”, ressaltou Higor.