Em entrevista ao Diário da Região, Marcelo José do Prado, delegado titular do 1º DP de Carapicuiba, explicou que a investigação sobre intoxicação humana com metanol no estado de São Paulo levaram à conclusão que as bebidas foram adulteradas com etanol (usado para abastecer veículos). E esse etanol vendido nos postos de combustível foi adulterado com metanol. Quanto maior a adição de metanol para falsificar o etanol, maior a complicação no organismo e o risco de morte.
Em Osasco, três pessoas de uma mesma família foram a óbito após o consumo de bebida comprada em uma adega do bairro, dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, no total, desde 2025, foram confirmados 51 casos, sendo 11 óbitos: além desses três óbitos, morreram também quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos residentes da cidade de São Paulo; uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos, de São Bernardo do Campo; um homem de 37 anos, de Jundiaí; e um homem de 26 anos, de Sorocaba.
Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação em setembro do ano passado, 46 pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas. No total, foram 66 prisões em 2025.
“As ações resultaram ainda na apreensão de 140 mil vasilhames, 22,5 mil garrafas e 481,5 mil itens utilizados na falsificação, como rótulos e lacres. As investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e coibir a circulação de bebidas adulteradas, protegendo a saúde e a segurança da população”, destacou a pasta.