Michele Wolff, filha mais velha, acionou a Delegacia do Idoso para descobrir se a mãe havia sofrido maus-tratos por parte da caçula antes de vir a óbito em Carapicuíba.
A desconfiança começou depois que Michele percebeu que os argumentos da irmã caçula não batiam com o diagnóstico passado pela equipe médica.
A mãe de Michele foi encontrada pela caçula, caída dentro da casa de 2 cômodos onde moravam, com os dois cachorrinhos da família, de apenas três meses, lambendo o rosto da mulher.
A caçula alega que acordou e encontrou a mãe já dilacerada e com os sinais vitais fracos. Foram cinco bolsas de sangue para conter a hemorragia.
Para Michele a caçula disse que os cãezinhos atacaram a mãe. No hospital, os médicos descobriram que havia fratura no fêmur da mulher e hematomas pelo corpo que induzem a possibilidade de maus-tratos. Indícios que não condizem com ataque de cães pequenos, brincalhões e ainda filhotes.
Outro fato que chamou a atenção de Michele é que os cachorrinhos não estavam sujos de sangue. Para ela, isso torna impossível a hipótese de que sejam eles os autores do crime.
A mãe de Michele foi socorrida ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos e à perda significativa de sangue. A filha ainda pediu que o médico, que detectou ferimentos compatíveis com maus-tratos, acionasse a polícia. Ele explicou que isso ela deveria fazer, a ele caberia apenas atestar a condição na ficha médica.
A irmã de Michele não foi localizada, os dois números de celular da garota caem na caixa postal e a Polícia Civil foi acionada. Michele quer justiça.