Emerson Dias Rocha, candidato a deputado estadual em São Paulo, preso nesta quinta-feira (20), era o principal alvo da Operação Cátaros. Ele é conhecido no mundo do crime como “Felipinho”.
A investigação se arrasta há três meses e, na data de hoje, o Ministério Público de São Paulo, por meio da Promotoria de Cotia, cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e um de prisão de Emerson.
O MP identificou um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) com o suposto envolvimento de políticos.
Além do candidato Emerson, três vereadores de Cotia tiveram apreensões realizadas em seus gabinetes na Câmara Municipal e em suas residências: Eduardo Nascimento, Sergio Luiz de Freitas, conhecido como “Serginho Luiz” e Yago Bezerra Neres.
Emerson Dias Rocha (Podemos), já respondeu e foi condenado por tentativa de homicídio em 2008. Nunca chegou a ser preso. Como teriam se passado 12 anos desde o trânsito em julgado sem que tenha havido o início do cumprimento de pena, a punibilidade de Emerson foi declarada extinta em novembro de 2023.
“Felipinho” estaria envolvido no mundo do crime há mais de 20 anos. Ele é investigado por assalto a agências bancárias e carros forte.
A única vez em que “Felipinho”esteve preso preventivamente foi em 2002, na Casa de Custódia de Taubaté, berço do PCC por muitos anos, de onde saíam ordens da cúpula da facção. Ficou pouco tempo atrás das grades.
A esposa de Emerson também foi alvo de um mandado de prisão, mas está nos Estados Unidos. Ela fazia a lavagem dos recursos ilícitos obtidos pelo marido. O MP aponta que essa atividade criminosa ocorre desde o início dos anos 2000.