Uma cobra coral foi fotografada, nesta semana, na Rua Ipanema, no 18 do Forte, em Alphaville, Barueri. Ela cruzou a rua e foi vista atrás do pneu de um veículo.
Moradores alertam para o aumento de animais peçonhentos no bairro. O desmatamento pela construção civil tem levado ao surgimento desses répteis na área urbana.
A cobra-coral é tão peçonhenta quanto uma naja. A sua peçonha é neurotóxica e se espalha pelo organismo da vítima de forma muito rápida.
O veneno da cobra coral atinge o sistema nervoso, causando dormência na área da picada, problemas respiratórios (sobretudo no diafragma) e caimento das pálpebras, podendo levar uma pessoa adulta ao óbito em poucas horas. O tratamento é feito com o soro antielapídico.
A pessoa picada deve ser levada imediatamente ao médico ou posto de saúde, procurando-se, se possível, capturar a cobra ainda viva. Deve-se evitar que a pessoa se locomova ou faça esforços, para que o veneno não se espalhe mais rápido no corpo.
Deve-se também evitar técnicas como abrir a ferida para retirar o veneno, chupar o sangue, isolar a área atingida, fazer torniquetes. O soro é a melhor opção.