Operação Ouro Reverso, desencadeada pela Polícia Civil em 2025, pode levar à descoberta de uma rede criminosa que rouba e furta itens de ouro, derrete e refaz as peças para a reinserção das mesmas no mercado.
O avanço das investigações também levou os policiais a uma quadrilha formada por comerciantes suspeitos de atuar na receptação de metais preciosos que viriam desses furtos e roubos.
Um colar de ouro avaliado em cerca de R$ 2 milhões dado por Buzeira como presente ao jogador Neymar, durante um cruzeiro, foi o ponto de partida na investigação.
Segundo as apurações são três grupos atuando. O primeiro reúne quem pratica diretamente os furtos e roubos de joias nas ruas, sempre sob a orientação de intermediários.
O segundo grupo é composto por comerciantes e receptadores que derretem as peças e o terceiro pelos responsáveis por lavar o dinheiro obtido com o esquema, utilizando empresas de fachada e depósitos fracionados para mascarar a origem dos recursos e inseri-los no sistema financeiro formal.
Neymar não é investigado e não há indício de qualquer participação do jogador no esquema. Ele apenas recebeu o colar de presente.
Já Bruno Alexssander Souza Silva, o Buzeira, deixou CDP (Centro de Detenção
Provisória) em São Paulo há seis dias, após TRF-3 (Tribunal Regional Federal) conceder habeas corpus. Buzeira é investigado por lavagem de dinheiro e organização criminosa.