13 de fevereiro de 2026 21:49

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Contratos com Fundação ABC pode ter motivado médico a matar colegas; atirador está na mira da PF

Da redação     -
19 de janeiro de 2026

A Polícia Civil do Estado de São Paulo investiga se o médico Carlos Alberto Azevedo Filho, de 44 anos, que matou outros dois médicos em Barueri, na última sexta-feira (16), está ligado a disputas comerciais e a contratos na área da saúde pública.

Ele foi preso em flagrante após matar a tiros Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos. Os disparos foram efetuados em frente a um restaurante em Alphaville, bairro nobre da cidade.

Carlos Alberto (atirador) e Luís Roberto (vítima) eram proprietários de empresas com contratos firmados com Organizações Sociais e Secretarias Municipais da Saúde para gestão e intermediação de serviços médicos.

A empresa de Carlos Alberto (atirador), a Cirmed Serviços Médicos, possui contratos milionários firmados com a Fundação ABC, entidade responsável pela administração de hospitais e unidades de saúde em municípios da Grande São Paulo.

A Fundação ABC foi alvo da Operação Estafeta, realizada pela Polícia Federal (PF), em julho de 2025, que investiga um suposto esquema de pagamento de propina a partir de contratos de gestão financiados com recursos públicos.

Embora a empresa do atirador não tenha sido formalmente citada na operação, os contratos assinados previam repasses de milhões de reais por ano para a prestação de serviços médicos.

O delegado, Andreas Schffman, afirmou que Carlos e Luís Roberto já vinham se desentendendo havia algum tempo por causa de contratos de licitação.

Os médicos assassinado trabalhavam em unidades de saúde da região. Vinicius, que estava no restaurante jantando com Luis, era funcionário de Luis e trabalhava, desde 2019, em Cotia, na Unidades Básicas de Saúde do Atalaia e no Pronto Atendimento de Caucaia do Alto. Já o médico Luis Roberto trabalhava como cardiologista no Hospital Municipal de Barueri.

O delegado informou que o atirador foi encaminhado para cadeia pública de Carapicuíba. Novos depoimentos serão colhidos. A arma de fogo, cápsulas deflagradas, uma bolsa, diversos documentos e R$ 16 mil foram apreendidos e passarão por perícia. (com CNN e G1)