Os corpos das duas vítimas, um homem e uma mulher, que morreram em um acidente de moto na altura do Km 12, da Rodovia Raposo Tavares, ficaram 10 horas no asfalto à espera de remoção.
O casal, Beatriz Lucatto de Oliveira e Lucas, voltava de uma festa quando por volta das 4h45 da madrugada desta segunda-feira (28), o piloto perdeu o controle de direção e bateu contra o guard-rail de concreto que separa as pistas.
Até as 14 horas os corpos das vítimas ainda estavam no local. A lentidão revoltou amigos e familiares. Internautas também consideraram a demora um desrespeito.
Em acidentes de trânsito com vítima fatal, os corpos só podem ser retirados depois que a perícia técnica (Polícia Científica) concluir os trabalhos e autorizar a remoção.
Essa exigência técnica e jurídica segue um protocolo rigoroso para garantir a investigação e a fluidez das vias. O local do acidente é considerado uma cena que precisa ser investigada para apurar as responsabilidades criminais.
Mover o corpo ou alterar a cena antes da chegada dos peritos pode ser considerado fraude processual, além de prejudicar a elaboração do laudo técnico que determina a causa da colisão