As ações de fiscalização contra a venda de bebidas adulteradas chegaram nesta quinta-feira (2) a Osasco, onde duas adegas foram interditadas; e à Zona Sul da capital paulista, onde houve a interdição de um estabelecimento.
Os novos fechamentos se somam a outros seis já realizados durante a semana pela operação conjunta do Governo de São Paulo em resposta aos casos de intoxicação por metanol registrados no estado.
Na capital, em uma adega localizada em M’Boi Mirim a fiscalização constatou diversas irregularidades como produtos vencidos, incluindo cervejas e água de coco; carnes sem controle de temperatura e alimentos armazenados de forma inadequada.
Além disso, foram encontradas caixas abertas, rotulagens incorretas e indícios de que algumas bebidas não tinham origem comprovada. O local também apresentava más condições de higiene, com a presença de roedores e baratas.
Durante a ação em M’Boi Mirim, a Vigilância Sanitária lacrou 5.585 garrafas de destilados diversos. A polícia apreendeu para análise seis caixas de vodka (57 garrafas) de um lote da mesma distribuidora interditada em Barueri no dia anterior. Na ocasião, um lote com 128 mil garrafas de vodca foi lacrado. As mercadorias foram retidas até a apresentação da documentação exigida pelos órgãos competentes.
Com as novas interdições, já são nove estabelecimentos fechados temporariamente desde o início das fiscalizações. Na capital, as ações atingiram os bairros da Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca e M’Boi Mirim. Na Grande São Paulo, além de Osasco, foram interditados pontos em São Bernardo do Campo e Barueri.
As fiscalizações integram as ações do gabinete de crise instaurado na terça-feira (30) para investigar e conter os casos de contaminação por metanol relacionados a bebidas falsificadas. As ações envolvem equipes das secretarias estaduais da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça.