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Em fala para defender Bolsonaro, vereador afirma que "não pagar pensão alimentícia é um deslize"

Graciela Zabotto     -
05 de agosto de 2025

O vereador Nil do Ariston (União Brasil) disse na tribuna da Câmara Municipal de Carapicuíba que não pagar pensão alimentícia é um deslize. A declaração aconteceu em meio a sua fala sobre pais e mães que têm filhos presos. Nil do Ariston acredita que a Justiça brasileira pode proibir mães e pais de verem seus filhos que, segundo ele, estão presos porque cometeram “deslizes”.

Nil fez uma comparação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A medida foi motivada porque Flávio Bolsonaro mostrou o pai falando a manifestantes por ligação de vídeo durante o ato que aconteceu em Copacabana, no domingo (3). Acontece que Bolsonaro já estava proibido de usar redes sociais dele ou de outras pessoas por uma decisão anterior do STF.

De acordo com as regras da prisão domiciliar, o ex-presidente não pode receber visitas e só pode falar com quem vive com ele no imóvel onde cumpre a prisão domiciliar, ou seja, apenas Michelle Bolsonaro e sua filha caçula. Jair Bolsonaro é réu por tentativa de Golpe de Estado.

Na tribuna, Nil inicia o debate dizendo ter “certeza que em Carapicuíba tem muita mãe com filho preso”. Em seguida, ele chama as determinações do STF de ditadura que, segundo ele, é apoiada pelos políticos de esquerda.

“A senhora, que é mãe que tem um filho na cadeia, preste atenção no que a esquerda está apoiando. O dia que chegar em vocês e for proibido o direito de falar com o seu filho a senhora vai ver”, disparou.

O parlamentar do União Brasil ainda completou: “Ano que vem tem eleição papai e mamãe. Tomem cuidado com esses ditadores que estão aí e vão proibir vocês de ver o seu filho que tá lá preso, ou por pensão ou por qualquer tipo de deslize. Abram os olhos. Não precisa ter dois neurônios para perceber isso”, finalizou.

A fala do vereador bolsonarista foi rebatida por professor Naldo (PT). “Quem não paga pensão tem que ficar um ano preso, não só 60 dias. Como vem um bolsonarista aqui falar que tem que soltar o cara que não paga pensão. É um desrespeito com as mães solo”, disparou.