Moradores do Parque Jurupará recorreram ao prefeito de Ibiúna, Mário Pires, para tentar frear a série de reintegrações de posse ordenadas pelo governo do estado.
Na reunião, na sede da prefeitura, a Associação AJA Sustentável apresentou documentos provando que os moradores têm legitimação de posse, matrícula e escritura de suas propriedades.
Segundo o grupo, diversas casas já foram demolidas sem indenização, impedindo inclusive a retirada de bens. A última foi a residência de um homem que estava na hemodiálise e quando chegou seu imóvel estava no chão.
Uma das líderes do grupo explicou que os moradores são acusados de invadir o Parque Jurupará, mas todos têm documentos como matrícula, domínio da terra; posse por usucapião da área com assinatura de juiz. “Estamos falando de documentos com fé pública, com registro em cartório”, disse.
A líder ainda reiterou que o governo do estado criou um parque no local sem a documentação necessária como estudo fundiário, estudo antropológico e sem georreferenciamento, conforme exige a lei para se decretar área ambiental.
Dona Horácia, de 92 anos, tem documento de 1912. Ela mora na área muito antes do parque ser criado e é acusada de invasão.
Já seu Zito tem documento de 1947. Dona Nakaoti tem matrícula e domínio da terra; o seu Raimundo tem uso capião da área.
Mesmo com documentos com fé pública, com registro em cartório, todos são acusados de danos ambientais em terras devolutas. Mais de 300 ações judiciais já foram movidas contra as famílias.