José Aprígio (Podemos), ex-prefeito de Taboão da Serra, ainda não justificou à Polícia Civil e ao Ministério Público a origem dos R$ 320 mil em dinheiro encontrados na casa do político, na semana passada, durante mandados de busca e apreensão.
A operação mirou suspeitos de terem planejado o falso atentado contra o ex-prefeito que, na época, disputava a reeleição.
A polícia e o MP concluíram que o atentado a Aprígio foi uma farsa para alavancar votos. Não deu certo. Ele perdeu a eleição para Engenheiro Daniel (União Brasil). As autoridades investigam qual teria sido o papel de Aprígio na farsa.
Em outubro de 2024, o carro do político foi atingido por tiros de fuzil quando passava pela rodovia Régis Bittencourt. Ele iria visitar uma obra. Uma bala acertou o ombro de Aprígio.
Durante as investigações, o MP firmou um acordo de colaboração com Gilmar Jesus Santos, que dirigia o carro de onde partiram os tiros contra Aprígio e que foi preso no ano passado.
Na delação, ele contou que uma pessoa que se identificava como secretário de Obras de Taboão da Serra teria contratado dois homens que planejaram o atentado: Anderson da Silva Moura, o Gordão, e Clovis Reis de Oliveira. Anderson foi preso na semana passada e Clovis está foragido.
A defesa do ex-prefeito nega e diz que ele foi vítima de um atentado. Há indícios de que o ex-prefeito tenho comprado o fuzil usado no ataque por R$ 85 mil.
O motorista do carro de onde partiram os tiros chegou a alertar que bala de fuzil perfumaria a blindagem. Os organizadores do ataque mantiveram o fuzil para dar mais “veracidade”.