Embora esteja no ginásio do Pacaembu, onde acontecem os jogos do Mundial de Clubes de Vôlei Feminino, a jogadora Tiffany Abreu está fora da competição. Ela seria a primeira atleta trans a disputar um Mundial de Clubes.
Na manhã desta terça-feira (9) a FIVB (Federação Internacional de Vôlei) atualizou a lista de atletas participantes do Mundial de Clubes, confirmando que o Osasco não poderá contar com a oposta Tifanny Abreu. As informações são do portal Lance.
Em suas redes sociais, Tiffany chegou a publicar imagens do quarto do hotel onde a equipe está instalada durante o Mundial de Clubes.
O Vôlei Osasco ainda não se manifestou oficialmente sobre a não aprovação da atleta pelo Comitê de Elegibilidade [Sexual], procedimento exigido pela FIVB para participação em competições internacionais.
Tiffany construiu sua trajetória no vôlei antes mesmo de iniciar sua transição de gênero, processo que começou formalmente em 2012. Após receber autorização da FIVB para competir em equipes femininas, atuou no voleibol da Itália e da Bélgica na temporada 2016/2017. Depois dessa experiência, voltou ao Brasil para defender o Sesi-Bauru.
Integrante do Osasco desde 2021/2022, Tiffany ganhou destaque como uma das jogadoras mais importantes do elenco. Na última temporada, fez parte do grupo que conquistou a tríplice coroa — vencendo o Campeonato Paulista, a Copa Brasil e a Superliga.