Em entrevista ao Diário da Região, Marcos Agostinho, cientista político e diretor-proprietário do Instituto MAS Pesquisas, disse que o cenário político que se desenha até o momento na eleição presidencial é de uma vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) em um segundo turno. Segundo ele, a disputa deve ser apertada, mas Flávio chega à reta final na defensiva por causa de assuntos que entraram na campanha nos últimos dias.
Para Agostinho, a eleição deste ano tem semelhanças com a de 2022, quando Lula e Jair Bolsonaro disputaram a Presidência em uma votação decidida por uma diferença pequena. “Tudo indica que vá para um segundo turno e que, neste momento, parece que estaria inclinado mais uma vez para o Lula vencer por uma pequena vantagem”, afirmou.
O cientista político citou dois assuntos que, na avaliação dele, passaram a exigir respostas de Flávio: a discussão sobre as bets e a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
No caso das bets, Lula assinou uma Medida Provisória que proíbe no Brasil apostas esportivas e jogos online. Já a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida começou após Flávio ser associado nas redes sociais a uma proposta que prevê tirar de Nossa Senhora o título de Padroeira do Brasil.
“Do ponto de vista estratégico, mesmo estando com empate técnico, o Flávio se encontra na defensiva. Ele não sabe muito bem quais são os efeitos e como lidar com a MP das Bets e entrou numa esparrela com a questão da Nossa Senhora Aparecida”, completou Agostinho.