A funcionária identificada como Cristiane e apontada como líder da “máfia dos caixões” foi ouvida, ontem, pela Polícia Civil de Carapicuíba.
Segundo as investigações, o esquema consistia em convencer famílias que buscavam o serviço público e gratuito de velório e sepultamento de que o atendimento oferecido pela Prefeitura era de baixa qualidade.
Com isso, as famílias carentes eram induzidas a contratar funerárias particulares indicadas por servidores municipais, que recebiam propinas e comissões pelas indicações.
Cristiane não quis falar com a imprensa. Nesta quarta-feira (15), ela será afastada de suas funções no Velório Municipal até que o inquérito policial seja concluído.
Um filho de Cristiane também trabalha no local e o Ministério Público, além do crime de formação de quadrilha, também avalia se a prefeitura não cometeu nepotismo ao contratar familiares para o mesmo departamento.
O delegado que assumiu o caso já intimou vereadores e vítimas para depor. Vários já foram ouvidos. Caso seja confirmada a existência de esquema, Cristiane deve ter sua prisão decretada em breve. Assim como outros membros da quadrilha.