A Polícia Civil investiga um grupo de cinco pessoas que invadiu uma propriedade, no bairro Igavetá, em Araçariguama. Sob ameaça de um revólver, os moradores foram assaltados e um altar religioso foi incendiado.
Durante a ação, o grupo que mantinha os moradores acuados dançava e gritava “macumbeiro dos infernos, macumbeiros de merda”.
Segundo o boletim de ocorrência, aberto por uma líder religiosa no dia 18 de abril, ela estava acompanhada de outros fiéis quando foi surpreendida pelos invasores, sendo três mulheres e dois homens.
Vídeos feitos pelos denunciantes mostram o momento da invasão e das ofensas. Uma mulher também teria sofrido preconceito racial ao ser ordenada por um dos invasores a “mostrar a cara preta”.
Segundo as vítimas, o grupo levou uma bolsa com documentos e R$ 400 em dinheiro. O caso é investigado como furto e injúria com motivação racial e religiosa. Ninguém foi preso.
O advogado da denunciante, Carlos Aymar, declarou que a invasão foi agressiva e que tinha como objetivo uma reintegração forçada de posse.
“A propriedade é de posse deles (denunciantes), eles são posseiros da área, tem um contrato de compra e venda da posse de pelo menos um ano e a área foi invadida pelos então ex-proprietários (…) Esperamos as providências cabíveis com a urgência que o caso requer”, disse Carlos Aymar em entrevista ao G1.