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João Paulo diz que dessa vez não tem facada e Bolsonaro terá que ir a debates

Foto: Mari Magdesian

Da redação     -
14 de dezembro de 2021

Em entrevista ao Diário da Região, João Paulo Cunha (PT), fez um balanço do cenário político atual e não descartou disputar novamente para deputado federal nas eleições do ano que vem e fazer dobradinha com o deputado estadual Emidio de Souza (PT) que concorrerá à reeleição. Leia e assista aos principais trechos. 

João Paulo Cunha vem candidato a deputado federal?

Ainda não decidi, nós estamos… Eu tenho conversado muito com os companheiros do partido, com o próprio presidente Lula, com os amigos aqui da região da cidade, eu estou prospectando, avaliando e pretendo decidir no começo do ano, mas ainda não decidi não. Estou numa fase de prospecção. 

Para quem fala PT nunca mais? O João Paulo fala o quê?

Nada é nunca mais, a única coisa que nunca mais é a morte e ninguém tem o poder de decretar a morte de ninguém, porque PT nunca mais? Pode ser daqui 1 ano, vou dar precisamente 12 meses em 21 dias pode ser que o PT tome posse como presidente da República de novo, então não dá para falar porque nunca mais, eu não diria nada nunca mais porque a própria vida é cíclica.

Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, aposta em um segundo turno entre Lula e Moro, o senhor acha isso viável? 

Eu não sei com quem será o segundo turno, o que me alegra é ela reconhecer que o Lula estará no segundo turno, isso é o que importa. 

O senhor, na última entrevista, falou para gente que o mundo cada vez mais vai se dividir entre direita e esquerda e que essas manifestações seriam muito comuns e realmente foi o que a gente viu, o senhor falou isso tem uns 2 anos e foi o que a gente presenciou nos últimos 2 anos, se a gente analisar por isso a gente pensaria talvez num segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o senhor acha isso provável?

Eu acho que vai depender muito, porque veja, o Moro na realidade é um Bolsonaro de toga, os dois se situam no campo da direita, o que é esse campo da direita? É o campo que não tem o povo brasileiro como prioridade primeira, não tem a pobreza a ser enfrentada, não tem o meio ambiente a ser enfrentado, a saúde, a educação, como prioridades, as razões que motivam esse campo da direita são outras. A minha impressão e que vai ser uma campanha difícil, eu acho que o Lula tem todas as condições de ganhar, ele pode construir essa vitória, acho que vai ser bastante disputada e eu acho que a tendencia na minha opinião se conformar esses dois blocos, o bloco mais à esquerda, centro esquerda, capitaneado pelo Lula e um bloco mais da direita com o Bolsonaro, um pedaço grande do centrão e as suas milícias, eu acho que a tendência é isso.

Alckmin vice de Lula, tem petista que está esperneando, como está o João Paulo?

Tem petista que está esperneando, tem “morista” que está esperneando, tem bolsonarista que está esperneando, porque na realidade o movimento do Lula na direção do Alckmin e o Alckmin na direção do Lula incomoda essas forças conservadoras, porque é um movimento, um passo que o Lula dá na direção do centro e o centro civilizado, que é representado pelo Alckmin, que é importante pra você descongestionar essa disputa, eu acho importante, eu não sei se ela vai vingar, não se ela vai conseguir se efetivar, mas eu acho que para o momento que nós estamos vivendo tem sido importante, tanto pro governador Alckmin, como pro presidente Lula.

O senhor teme alguma surpresa grande, como foi a do Bolsonaro? Um ano antes da eleição do Bolsonaro ninguém imaginaria que ele viria a ser presidente do país.

Não, não temo. Não temo e uma virtude que vai ter agora nessa eleição é que a política volta, não integralmente ainda, mas uma parte dela volta pro leito natural. Agora, não vai ter mais a história da facada para fugir de debate, vai ter que ter debate.

O senhor acredita que o Bolsonaro vai participar de debate?

Ele vai ter que participar, ele é presidente há 4 anos, pode optar por não participar, mas vai ficar uma coisa meio ridícula, o sujeito governa o Brasil há 3 anos e pouco e não participa de debate. O Moro também, o Moro vai ter que falar qual a opinião dele do meio ambiente? Como ele vai combinar o apoio que ele tem dos grandes fazendeiros e etc, com o meio ambiente? Vai ter que explicar.

O senhor imaginaria, algum tempo, um debate entre Lula e Moro? Concorrendo para presidente? Porque os dois vão se enfrentar cara a cara num debate presidencial.

Vamos falar a verdade, o Moro agora candidato a presidente ele está fazendo o que ele sempre quis, que ele sempre fez, ele sempre fez política como ministro, política como juiz, as suas decisões todas elas foram políticas e agora ele assumiu de fato a sua face verdadeira que é político, assim como Dallagnol também, ele sempre foi político, sempre atuou com política, travestido de ministério público e agora assumiu que é candidato, então veio pro leito normal, leito da disputa política e agora vamos ver.

De 0 a 10 qual a possibilidade de o impeachment ser pautado? O senhor que já viveu um ambiente de congresso.

É zero.

Então o Bolsonaro vai para as urnas.

Eu acho que sim. 

João Paulo, eu tenho ouvido muito ultimamente a seguinte frase “ai que saudade do Lula”, João Paulo está com saudade do Lula também?

Eu estou com muita saudade, mas o povo brasileiro está com saudade, tem até uma música boa que fala assim: “estou com saudade do tempo do Lula, da carne e da cerveja” essa música é boa, vai pegar e a saudade do Lula é forte!