Em dois anos, o Hospital e Maternidade Amador Aguiar, em Osasco, registrou cerca de mil atendimentos no ambulatório com alterações no Teste da Linguinha. O exame é feito ainda nos primeiros dias de vida do bebê para identificar a anquiloglossia, mais conhecida como “língua presa”.
Desse total, aproximadamente 145 casos precisaram de cirurgia. Nos demais, só o acompanhamento e orientações sobre amamentação já foram suficientes para resolver as dificuldades.
O Teste da Linguinha é simples e rápido: os profissionais avaliam a boca do bebê, observando como a língua se movimenta e o frênulo lingual — aquela “pelinha” que liga a língua à parte de baixo da boca.
“Todos os bebês nascidos na maternidade são avaliados a partir de 24 horas de vida. Aqueles que apresentam sinais de anquiloglossia, são encaminhados para acompanhamento da odontopediatria, onde recebem avaliação especializada”, disse a odontopediatra, doutora Tânia de Abreu Barboza Grassetti.
A especialista ainda explicou que após a identificação do problema, o bebê é acompanhado de perto pela equipe de saúde. No retorno ao ambulatório, é realizada uma nova avaliação do Teste da Linguinha, além da observação da mamada, para verificar se há impacto na amamentação. “Esse teste é importante porque o bebê que apresenta língua presa pode ter dificuldade na amamentação, provocando dor no mamilo da mãe, engasgos e até baixo ganho de peso”, afirmou.