Kallyne, de 28 anos, que morreu após ter o corpo incendiado em Itapevi, era herdeira e passou a viver nas ruas depois da morte da avó, há cerca de dez meses. Ela foi criada pela avó e pelas tias e fazia parte de uma família dona de uma imobiliária na região, onde chegou a trabalhar.
Após a perda da avó, herdou uma casa, mas acabou deixando o imóvel, foi para as ruas e passou a usar drogas. Grávida de três meses, Kallyne deixou duas filhas, uma de 14 e outra de 8 anos.
A vítima morreu após ser espancada e ter o corpo incendiado na Avenida Leda Pantalena, no Jardim Portela. Em entrevista ao SBT, um colega de Kallyne conta como aconteceu a tragédia.
Segundo informações da Polícia Militar e do Samu, Kallyne foi encontrada por volta das 15h50 com queimaduras de 2º e 3º graus em cerca de 70% do corpo e sinais de agressão.
Testemunhas relataram que ela tinha sido acusada de furtos na região; informações extraoficiais apontam que a agressão teria sido motivada após o furto de um par de chinelos. A polícia apura a participação de ao menos quatro pessoas.
A mulher foi espancada, teve gasolina jogada sobre o corpo e o fogo foi ateado quando ela ainda estava viva. Equipes do Corpo de Bombeiros, da PM e do Samu atenderam a ocorrência. Kallyne estava viva quando foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.