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Mulher mata marido com 15 facadas, alega legítima defesa e segue em liberdade

Da redação     -
12 de janeiro de 2026

Uma mulher confessou à polícia ter matado o marido, Erinaldo Oliveira, de 30 anos, com cerca de 15 facadas e alegou que agiu em legítima defesa.

O crime aconteceu em Osasco e a confissão ocorreu cerca de um mês após a morte da vítima, depois que a família apresentou à polícia o resultado de uma perícia particular.

Erinaldo morreu após dar entrada em um hospital da cidade com vários ferimentos pelo corpo. Ele chegou a ser intubado, sofreu quatro paradas cardíacas e não resistiu.

No primeiro depoimento, a esposa afirmou que o marido havia cometido suicídio, alegando que ele se esfaqueou sozinho durante uma discussão do casal.

Segundo a versão apresentada inicialmente à polícia, Erinaldo teria chegado em casa embriagado, iniciado uma briga e, em seguida, pegou uma faca na cozinha.

A mulher disse que tentou desarmá-lo, chegou a mordê-lo para se defender, mas não conseguiu impedir os golpes. Ela afirmou que levou o marido ferido ao hospital.

Desconfiada da versão de suicídio, a família contratou uma perícia particular.

O laudo apontou ferimentos no rosto, pescoço, tórax, ombro e pernas, considerados incompatíveis com a hipótese de autoagressão. Com o documento em mãos, familiares confrontaram a mulher, que confessou que matou o marido para se defender.

Em um áudio enviado à irmã de Erinaldo, a esposa afirmou: “Eu não tenho muito o que falar. Eu agi em legítima defesa. Eu iria morrer naquele dia”.

O material foi entregue à polícia, que chamou a mulher para um novo depoimento. Na oitiva, ela confessou o crime, mas foi liberada por não haver situação de flagrante.

Erinaldo era casado havia cerca de 10 anos, morava em um apartamento em Osasco com a esposa e a filha do casal, de 5 anos.

Familiares relataram à polícia que as brigas entre os dois eram frequentes e que a vítima já apareceu machucada outras vezes, inclusive com mordidas e arranhados.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil como morte suspeita. A família de Erinaldo Oliveira cobra a responsabilização pelo crime.