Vereador licenciado da Câmara Municipal de Cotia e atual secretário de Relações Institucionais da cidade, Alexandre Frota (PDT) revelou, em entrevista do Diário da Região, que o processo de cassação de seu mandato só não foi para votação em plenário porque a Casa não teria votos suficientes para aprovação.
Tudo começou quando Frota publicou, em suas redes sociais, imagens de médicos dormindo em horário de plantão no Pronto-Atendimento do Atalaia. O episódio contou com intervenção do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), que pediu à Câmara que investigasse a atuação do vereador nesta fiscalização.
Frota contou que o grupo de vereadores que fazem oposição à ele aproveitou o pedido do Cremesp para tentar tirar seu mandato. “A Câmara pegou o documento do Cremesp e o procurador sinalizou que poderia ter ali o início de uma cassação. Então essa oposição ficou eufórica e se espalhou que poderia acontecer essa cassação”, explicou.
O processo de cassação só não foi para frente porque Frota formou um grupo de parlamentares ao seu favor, garantindo que não houvessem votos suficientes para prosseguir com o trâmite. “Quando o processo começou a desencadear, eu trouxe comigo um grupo e tenho hoje um grupo coeso que não deu a eles a chance de ter os votos. Eles não tiveram votos, senão teriam me cassado”, afirmou Frota. Eram necessários dez votos a favor da cassação.
Para ele, os vereadores queriam vê-lo fora do legislativo cotiano porque estavam com ‘inveja’ da sua atuação junto à população. “Tudo leva a crer que, segundo pessoas na cidade e alguns políticos, que [a ideia da cassação] era pelo trabalho que eu faço”, comentou Frota, que mantém ações sociais no município, dentre elas entregas de cestas básicas a famílias carentes e litros de leite.