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"Nova Raposo" quer 50 km de marginais em área cheia de prédios

Divulgação

Da redação     -
05 de julho de 2024

O governo de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (3) um novo edital do contrato de concessão da Rodovia Raposo Tavares que prevê a construção de pistas marginais no trecho entre Cotia e São Paulo e até um pedágio na capital.

O contrato com as atuais concessionárias termina no ano que vem, e o conselho do Programa de Parcerias aprovou o formato do novo edital, que prevê uma série de investimentos e mudanças para melhorar o trânsito da região.

Pelo edital é previsto:

* Construção de 50 km de pistas marginais ao longo do trecho urbano da Raposo; local com prédios e comércios;

* 20 km de quartas faixas para ampliar a capacidade do tráfego, com alças de acesso e passarela de pedestre;

* Um túnel na chegada da capital até as proximidades da Marginal Pinheiros, com três viadutos para desafogar o trânsito;

* Pedágio na capital, na altura do km 11. Segundo o governo, o pedágio será colocado na via expressa. Quem não quiser pagar pode seguir pelas laterais da pista.

A concessão deu origem ao movimento “Nova Raposo Não”, formado por engenheiros, moradores e comerciantes das margens da rodovia. Segundo eles, as obras podem gerar milhares de desapropriações, incluindo áreas de proteção ambiental e de contenção de enchentes.

Raquel França Carneiro, diretora da Companhia Paulista de Parcerias, afirma que os moradores das regiões afetadas serão ouvidos.

“A gente está fazendo um edital e um contrato de concessão. Agora a gente escreve as regras do jogo, coloca estimativa de investimentos, mas o detalhamento do projeto vai ser feito durante esses três anos. A gente vai ter audiências públicas com as comunidades, isso vai ser feito nesses três primeiros anos”, afirmou.

Os leilões de concessão da Raposo estão previstos para ocorrer em 2025. A rodovia vai ser dividida em dois lotes: rota Sorocabana – que inclui o trecho entre Araçoiaba da Serra e Cotia – e o lote Nova Raposo, trajeto entre Cotia e São Paulo. Quem vencer o segundo lote também vai administrar a Castello Branco.

Para Ivan Maglio, ex-engenheiro da CET e pesquisador em mobilidade pela USP, a concessão é um retrocesso. “É uma rodovia, mas ela está superada porque está dentro de uma área urbana. É o caso de transformá-la numa via urbana, com metrô, transporte de massa, não voltar atrás e fazer uma ampliação da rodovia entrando no território da cidade”, avalia. (com G1)