O Oeste Futebol Clube, também conhecido como Oeste Barueri, é um futuro ‘órfão’ da cidade. O clube recebeu uma notificação extrajudicial da prefeitura para desocupar o centro de treinamento na Vila Porto até o dia 30 de agosto. A diretoria do Oeste afirma não ter sido formalmente comunicada, apesar de a notificação ter sido publicada oficialmente em 12 de julho.
Com isso, o futuro do clube permanece indefinido. Sem estrutura própria, o Oeste estuda alternativas para manter os treinos e os jogos. Osasco e Santana de Parnaíba surgem como possibilidades, caso a saída de Barueri se oficialize.
Atualmente, o clube disputa a Copa Paulista e passou a mandar jogos no estádio José Liberatti, em Osasco. O problema é que, enquanto o clube joga de graça, quem arca com os custos de manutenção é o Osasco Audax que ainda viu o rival levar apenas 104 torcedores ao estádio na última partida e acumular prejuízo de R$ 9,4 mil.
Mas a ‘adoção’ do Oeste pela cidade de Osasco esbarra algumas questões regulatórias. A Federação Paulista de Futebol permite, no máximo, dois clubes registrados por cidade e estádio. Atualmente, o José Liberatti é dividido entre Grêmio Osasco e Osasco Audax. Para mudar oficialmente de sede, o Oeste teria de pagar uma taxa de R$ 800 mil.
Desde fevereiro, o Oeste não joga mais na Arena Barueri. O clube deixou de utilizar o estádio após o início das obras de troca do gramado e a posterior concessão do espaço à Crefipar Participações, empresa ligada à presidente do Palmeiras, Leila Pereira.