Os dois traficantes presos, nesta segunda-feira (18), em uma favela do Pestana, em Osasco, tinham as chamadas “drogas sintéticas” para venda nas biqueiras. São entorpecentes da “família K”, a chamada droga zumbi. Com eles havia K2 e K9 prontos para consumo, além de crack, maconha e cocaína.
De acordo com o professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Frederico Duarte Garcia, essa família de substâncias psicoativas, erroneamente apelidada por alguns de maconha sintética, age se ligando aos receptores canabinóides do cérebro e pode ter efeitos imprevistos.
Um dos maiores riscos associados ao uso das drogas K está em sua imprevisibilidade. Isso porque, segundo o professor, as drogas são de fácil manufatura, podendo ser sintetizadas em laboratórios de fundo de quintal, sem muito controle sobre a mistura. Isso faz com que, ao consumir uma dose de droga K, o indivíduo não tenha ideia do que, exatamente, está usando.
É por isso, ainda de acordo com o professor, que a droga K é tão perigosa. Dependendo da mistura, uma única dose pode ser suficiente para desencadear uma dependência química ou, até mesmo, uma overdose.