O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou em visita a Osasco que a cidade faz parte da sua história de vida. Ele relembrou a época em que saía de São Bernardo do Campo, por volta das 4h, para estar nas portas das fábricas de Osasco às 6h.
Lula foi um dos nomes mais fortes do sindicalismo brasileiro, período em que ganhou a popularidade que abriu caminho para seu ingresso na política.
Em seu discurso, no bairro do Rochdale, nesta sexta-feira (25), durante lançamento de nova etapa do programa “Periferia Viva – Urbanização de Favelas”, Lula relembrou que uma das principais reuniões que levaram à criação do PT aconteceu em Osasco.
Emidio de Souza, hoje deputado estadual reeleito e duas vezes prefeito de Osasco, foi companheiro de Lula e participou, ativamente, na fundação do PT e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
“Osasco está na minha vida”, declarou o presidente, que também pediu que outro osasquense, João Paulo Cunha, volte para a política.
João Paulo foi fundador da Executiva Municipal do PT de Osasco onde se filiou em 1981. Em 1982 foi eleito vereador da cidade e, na sequência, ocupou por três mandatos o cargo de deputado federal, chegando a ocupar a presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília. Após ser condenado no escândalo do mensalão, João Paulo Cunha abandonou a vida pública e se dedica à advocacia na capital federal.
“João Paulo trate de voltar para a política! Vem para a porta de fábrica. Para de ganhar dinheiro como advogado em Brasília”, disse Lula. A fala arrancou aplausos da multidão que acompanhava o evento. João Paulo ainda tem eleitorado cativo em Osasco, município onde sua família reside.
Em sua fala, Lula também citou a greve em Osasco em 1968. Durante a paralisação, metalúrgicos foram reprimidos e presos. A greve iniciada na fábrica da Cobrasma virou exemplo de luta para o Brasil. Durante o regime militar a categoria sofreu “arrocho salarial”. A greve levou a um reajuste de 10% em âmbito nacional.