A diretoria do Osasco São Cristóvão Saúde vai tentar negociar com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) uma regra de transição para que Tifanny Abreu possa disputar a Superliga 2026/27. A tentativa de acordo ocorre após a entidade mudar os critérios de elegibilidade para as competições femininas e impedir a participação da jogadora trans na próxima edição do campeonato.
A proposta do clube leva em conta que Tifanny já tinha renovado o contrato antes da mudança nas regras e fazia parte do planejamento da equipe para a temporada. O pedido foi apresentado durante o lançamento da Superliga, realizado nesta quinta-feira (1º), em São Paulo.
A CBV, porém, mantém a decisão adotada em agosto. A nova política segue critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI) e exige a comprovação de elegibilidade por meio de triagem do gene SRY para as competições femininas. A regra passa a valer na Superliga 2026/27.
Tifanny, de 41 anos, participou do evento e disse que pretende buscar uma solução por meio do diálogo. Caso não haja acordo, ela afirmou que pode recorrer à Justiça para tentar continuar em quadra. A jogadora atua na Superliga desde 2017 e está no Osasco desde 2021. Ela foi a primeira mulher trans a disputar a principal competição nacional de clubes.