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Padre que já foi investigado por tentativa de golpe de Estado é sequestrado em Barueri

Da redação     -
15 de abril de 2026

O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, de 45 anos, da Paróquia São Domingos O Pregador, em Osasco, foi vítima de um sequestro relâmpago na noite de domingo (12), em Barueri. O caso ocorreu por volta das 21h30. Ele publicou um vídeo em suas redes sociais sobre o ocorrido.

Segundo relato à polícia, o padre havia estacionado o carro na Rua Vítor Vanderlei Zambrano, próximo a um pronto-socorro, e seguia a pé em direção ao local quando foi abordado por dois homens armados. Os suspeitos o renderam e o obrigaram a caminhar até uma área de mata. Ele permaneceu sob ameaça por cerca de duas horas e meia e foi agredido com tapas na cabeça e golpes nas costas.

Durante esse período, os criminosos exigiram que ele fornecesse senhas e acessasse aplicativos bancários no celular. Foram realizadas transferências que somaram cerca de R$ 37,2 mil, sendo R$ 32,2 mil de contas pessoais e aproximadamente R$ 5 mil de valores ligados à igreja administrada por ele. Além do dinheiro, os suspeitos levaram um celular e um relógio.

Após as transferências, um dos suspeitos foi até o carro da vítima para buscar outros pertences. Em seguida, a chave do veículo foi devolvida, permitindo que o religioso deixasse o local. O caso foi registrado na Polícia Civil, que investiga a identificação dos envolvidos.

O padre José Eduardo ficou conhecido em todo o país depois de ter o nome citado como suspeito de integrar o núcleo jurídico que formatou decretos e minuta que serviriam para um golpe de estado no Brasil após as eleições presidenciais de 2022.

O caso durou mais de dois anos, mas acabou sendo arquivado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a Procuradoria-Geral da República não apresentar denúncia.

Durante as investigações, o religioso sempre negou qualquer participação e afirmou que esteve em Brasília por motivos ligados à igreja. Após o arquivamento, ele disse que teve a inocência reconhecida. O padre também relatou ter gasto cerca de R$ 250 mil com a defesa, valor que, segundo ele, foi pago com ajuda de apoiadores.