Investigadores da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Osasco ajudaram a Polícia Federal a localizar e apreender um menor de idade responsável por induzir outros jovens, nas redes sociais, a atos extremistas, como ataques a escolas, maus-tratos a animais, exploração sexual de crianças e adolescentes, automutilação e até suicídio.
Segundo o delegado titular da Dise, Igor Guedes, foi um trabalho de colaboração entre a Polícia Civil do Estado de São Paulo e a Polícia Federal dentro da operação “Server Out 2” coordenada pelo Ministério da Justiça.
O delegado explicou que por meio de monitoramento realizado, inicialmente, por um órgão ligado à Embaixada dos Estados Unidos foi possível identificar conversas de usuários de redes sociais fomentando diversas práticas destes tipos de crimes citado acima.
“A embaixada americana enviou relatórios à Coordenação de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, em Brasília, nos quais apontava que uma pessoa desses fóruns virtuais estaria fomentando a prática desses crimes de algum equipamento eletrônico na cidade de Osasco”, explicou o delegado.
A partir daí equipes, da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) e da SIG (Setor de Investigações Gerais) da Seccional de Osasco, coordenadas pelo delegado titular e delegado assistente Cristiano Peraro Murillo, assumiram o caso.
O imóvel do criminoso foi identificado e um mandado de busca e apreensão resultou na apreensão de um menor de idade. Na delegacia, o adolescente assumiu os crimes.