Dahesly Oliveira Pires, de 25 anos, suspeita de envolvimento na execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista Ruy Ferraz Fontes, tentou entrar com drogas no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Osasco.
Segundo a ficha criminal dela, em 10 de junho de 2023, Dahesly foi detida ao tentar entrar no CDP II de Osasco com 187 gramas de maconha na blusa tipo “top”, durante visita a detentos.
Outras cinco amigas de Dahesly também foram presas, no mesmo dia, com LSD e outras drogas sintéticas escondidas em folhas de carbono.
Parte do grupo foi solta na audiência de custódia, e o processo de Dahesly acabou suspenso, em agosto de 2025, a pedido do Ministério Público.
Já a participação de Dahesly no assassinato do delegado teria sido no transporte da arma do crime. Ela teria saído da região do Grande ABC (Santo André, São Bernardo e São Caetano) e levado o armamento até a Praia Grande, onde Ruy Fontes foi executado.
O ex-delegado foi executado a tiros de fuzil na segunda-feira (15), no bairro Mirim. Ele dirigia um carro quando bateu em um ônibus e capotou; criminosos seguiram e dispararam mais de 20 tiros, provocando sua morte no local. Outras duas pessoas ficaram feridas.
Além de Dahesly outros dois homens foram identificados e são procurados pela polícia: Flavio Henrique Ferreira de Souza e Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Masquerano” no PCC. O ex-delegado era tudo como “inimigo” da facção criminosa.