O renomado psiquiatra, Guido Palomba, explicou que a psiquiatria entrou em decadência no século XXI e o autismo como transtorno mental do momento contribui muito para isso.
Segundo ele, uma pessoa introvertida, que não gosta de barulho, inibido, que prefere ficar recolhido no sossego do seu lar pode receber um diagnóstico de autismo.
“Isso pode não ser um transtorno clínico. Pode ser algo da natureza da pessoa”, rebateu Guido.
“O psiquiatra faz uma série de perguntas, seguindo um protocolo que é um lixo, e solta o diagnóstico”, critica ele. “O psiquiatra precisa voltar a ser psicólogo e ouvir o paciente, compreender seus problemas”, completa.
Ele falou sobre o excesso de diagnóstico de autismo no podcast do Canal Inteligência Ltda dentro do tema “A banalização das doenças mentais”.
Entre 1989 e abril de 2024, o número de casos de autismo cresceu quase 60 vezes, ou 6.000%, enquanto a população do estado cresceu apenas cerca de 33%.
O aumento dos casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem sido observado globalmente nas últimas décadas. Nos Estados Unidos, dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam que a prevalência do autismo aumentou de 1 em 166 crianças em 2004 para 1 em 36 em 2023.
Guido Palomba foi responsável pelos laudos psiquiátricos de:
✓ Suzane Von Richthofen, que matou os pais dormindo
✓ do caso do menino Henry Borel assassinado, em 2021, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, mais conhecido como doutor Jairinho. Caso que se assemelha muito ao de Isabella Nardoni, ocorrido 13 anos antes.
✓ caso Pesseghini, uma chacina familiar ocorrida em 2013, na qual cinco membros da família Bovo Pesseghini foram mortos pelo filho de um casal de policiais integrante da família.