A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 373/25, que institui uma política nacional de conscientização e prevenção da síndrome HELLP, uma complicação grave associada à hipertensão durante a gravidez e que pode trazer riscos para a gestante e para o bebê.
A proposta, da deputada Renata Abreu (Podemos), foi aprovada por recomendação da relatora, deputada doutora Alessandra Haber (MDB).
A sigla em inglês que designa a síndrome se refere à hemólise (alteração, dissolução ou destrui-ção dos glóbulos vermelhos do sangue), à elevação do número de enzimas hepáticas (produzidas pelo fígado) e à baixa contagem de plaquetas.
A síndrome pode provocar sintomas como indisposição, enjoos, vômitos, dor de cabeça e dor na parte superior direita do abdômen. Esses sinais podem se confundir com outras doenças, como gripe, gastrite ou até hepatite.
Diante de suspeita da síndrome de HELLP, é fundamental buscar atendimento em uma emergên-cia obstétrica. O diagnóstico e o tratamento rápidos ajudam a prevenir problemas mais graves, como parto antes do tempo ou descolamento da placenta.
A proposição prevê: capacitação dos profissionais da saúde para o diagnóstico precoce da doen-ça e o seu tratamento rápido e adequado; garantia de acesso a atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS); desenvolvimento de protocolos clínicos;
estabelecimento de diretrizes terapêuticas; e apoio psicológico e social para as gestantes e suas famílias diagnosticadas com a síndrome.
O texto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões da Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)