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“Se Jesus voltasse hoje seria vítima do discurso do ódio porque era pobre”, afirma candidata a prefeita de Osasco

Eliane Tafu

Da redação     -
10 de outubro de 2020

Evangélica e defensora dos direitos LGBTQIA+. Essa é a candidata do PSOL à prefeitura de Osasco, Simony dos Anjos. Defensora de gays, lésbicas, trans, negros, índios e mulheres. Em uma tradução mais simplificada, ela poderia ser definida como uma defensora das minorias. Mas, não é e é ao mesmo tempo. Simony como política é defensora das minorias e também da maioria. Confuso? Nem tanto.


Duas frases de Simony resumem seu posicionamento. Ao defender o feminismo, a luta antirracista, os homossexuais, o aborto, dentre outros temas, Simony afirma se colocar na sociedade como uma evangélica que acredita muito mais nas palavras de Jesus Cristo que pediu que amássemos o próximo como a nós mesmos e não com as palavras de condenação de evangélicos fundamentalistas.

“Os fundamentalistas são pessoas conservadoras que promovem o discurso de ódio às minorias sociais. Eles efetivamente não são os evangélicos que estão na igreja. Uma família evangélica não está livre de ter um filho LGBTQIA+ que sofre bullying na escola, que sofre na rua. Você acha que nenhuma família evangélica teve filha estuprada e precisou recorrer à interrupção da gravidez se baseando no aborto autorizado por lei? Você acha que as famílias evangélicas não vivem esses dramas, só por serem evangélicas?”, questiona e emenda explicando porque uma evangélica pode defender essas bandeiras e ao mesmo tempo governar para todos.

“Na minha proposta para Osasco proponho governar de maneira laica e, por isso, assumo que sou evangélica porque é possível uma pessoa evangélica governar de maneira laica para a população. Eu não tenho que olhar para a população na sua religiosidade, tenho que olhar para população nas suas necessidades. Eu como candidata não sou extensão da minha religiosidade. Eu represento um projeto político de um partido”.


E para finalizar a forma de ver Deus, de ver as pessoas, de respeitar as pessoas e de governar para as pessoas, Simony explica que se sente agredida quando vê evangélicos odiosos, promovendo discurso de ódio em nome de Deus. “Se Jesus Cristo descesse aqui hoje, falo como evangélica, acho que ele seria vítima desse discurso de ódio porque Jesus era pobre, Jesus era periférico, Jesus era desacreditado. Se Jesus voltasse hoje, provavelmente, seria uma pessoa LGBTQIA+, ou mulher que já foi estuprada. Ele não seria um Silas Malafaia da vida. Ele não ia ser um Magno Malta, entende? Então, eu acho que a gente tem que pensar qual é a função do político, da política, do setor público. Tem que olhar para necessidade da população. Osasco tem que ter um centro de acolhimento a vítima de homofobia, de transfobia, de violência doméstica. Uma Delegacia da Mulher que funcione 24h e fazer com que denúncias de racismo sejam investigadas e sentenciadas. Para isso o governo tem que ser laico e os funcionários treinados para atender de maneira laica e acolher bem todas as pessoas”.