A jogadora de vôlei Tandara Caixeta, de 36 anos, foi novamente suspensa pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). A nova sanção tem duração de dois anos e foi aplicada após a atleta descumprir os termos da suspensão anterior, que havia sido imposta em 2021 por uso da substância proibida ostarina.
A primeira punição, com duração de quatro anos, começou após os Jogos Olímpicos de Tóquio e a impediria de participar de qualquer atividade esportiva vinculada ao esporte de alto rendimento até o início de julho de 2025. Entretanto, a participação de Tandara em um Campeonato Master na cidade de Santos foi considerada uma violação às regras da suspensão.
De acordo com o Código Brasileiro Antidopagem, atletas punidos não podem competir, treinar com equipes vinculadas a entidades esportivas ou usar instalações de clubes relacionados a federações e confederações. Mesmo sendo um torneio amador, o evento teve apoio da Secretaria de Esportes de Santos, o que foi considerado pela ABCD como infração às condições da suspensão original.
Com isso, a nova punição de dois anos passa a valer a partir de julho deste ano, adiando o retorno da atleta ao ambiente esportivo profissional para julho de 2027. A informação foi divulgada pela ABCD em sua lista oficial de atletas suspensos.
Tandara foi um dos principais nomes da seleção brasileira de vôlei na última década, com destaque para a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Desde que se afastou das quadras, tem mantido atividade nas redes sociais e chegou a disputar eleições para cargos políticos, mas não obteve sucesso. Até o momento, não comentou publicamente sobre a nova punição nem indicou se pretende recorrer da decisão.