Na noite de ontem (18), o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aproveitou sua palestra na Igreja da Lagoinha, em Alphaville, para mandar “recados políticos”.
Em quase duas horas de palestra, ele disse que “nunca irá entregar cabeça de secretário por pressão da imprensa”. A fala foi direcionada aos veículos de comunicação que, na visão de Tarcísio, pedem a saída de secretários, como Renato Feder, da Educação.
Já Guilherme Derrite, secretário de Estado da Segurança Pública, foi classificado pelo governador como “o melhor do Brasil”.
A fala foi direcionada à oposição que tece duras críticas à gestão de Derrite, classificada como “truculenta”. De forma indireta também para a imprensa que tem divulgado casos polêmicos envolvendo a Polícia Militar.
Entre fé e política, o governador seguiu sua linha de “recados indiretos” também ao ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal). Tarcísio afirmou que “a humilhação de hoje será a justiça de amanhã” e que “não dá para brincar com as coisas de Deus”.
A declaração pode ser interpretada como uma menção ao desabafo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quando colocou tornozeleira eletrônica. Na época, ele classificou a decisão do STF como “suprema humilhação”.
Tarcísio não comentou nada sobre candidatura a presidência da República no que vem e, sobre a eleição de 2022, afirmou que “só aceitou ser candidato porque teve apoio da esposa”.