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Tarcísio é contra renovação do contrato da Enel por mais 30 anos e defende “intervenção”

Da redação     -
11 de dezembro de 2025

Nesta quinta-feira (11), durante entrega de 354 apartamentos da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), em Carapicuíba, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a criticar a lentidão da Enel no restabelecimento de energia na Grande São Paulo após a ventania que atingiu a região.

Tarcísio considera preocupante a possibilidade de prorrogação do contrato da empresa com o governo federal por mais 30 anos e defende intervenção. Segundo ele, a empresa gera lucro e um interventor poderia investir em tecnologia e funcionários.

Ontem, um total de 2,3 milhões de imóveis ficaram sem energia elétrica após chuva e rajadas de vento que chegaram a 98 km/h. Hoje, quase 18 horas após a suspensão do fornecimento mais de 1,4 milhão clientes da Enel ainda estavam sem luz.

Até hoje à tarde, a Enel São Paulo não havia informado um prazo para normalizar o serviço. A empresa apenas declarou que 1600 equipes estão trabalhando no restabelecimento da rede. “Você vê que plano de contingência às vezes não funciona”, cutucou Tarcísio.

O impasse entre Enel, governo federal, governo de São Paulo e Prefeitura de São Paulo gira em torno da renovação do contrato da distribuidora, que vence em 2028.

A Enel quer prorrogar o acordo por mais 30 anos e aguarda a decisão do governo federal, responsável pela regulação e fiscalização do setor. O governo paulista e a prefeitura da capital são contra a renovação.