A jogadora Tifanny Abreu, oposta do vôlei Osasco, se manifestou por meio das redes sociais sobre a nova política de elegibilidade do Comitê Olímpico Internacional (COI), que restringiu a participação de mulheres trans nas Olimpíadas a partir dos jogos de Los Angeles, em 2028.
A medida estabelece que a participação em competições femininas será restrita a “mulheres biológicas”, com definição baseada na análise do gene SRY, localizado no cromossomo Y. Segundo o COI, o objetivo é garantir critérios nas disputas.
“Essa notícia é muito triste e representa um grande retrocesso para o esporte. Muita gente tenta reduzir esse debate a um ataque exclusivo às pessoas trans, mas não é só sobre isso. É sobre mulheres. Sobre todas as mulheres”.
Na publicação, Tifanny citou ainda episódios recentes fora do esporte para ampliar o debate:
“Quando o assunto envolve pessoas trans, sempre surge uma tentativa de tirar, excluir, questionar sua presença, independentemente do contexto. Tivemos um exemplo claro recentemente com a Erika Hilton”, lembrou ele sobre a eleição da deputada federal para a Comissão dos Direitos da Mulher em Brasília.
“Se antes o argumento era “vantagem” ou “força”, nesse caso foi o quê? Isso mostra que nunca foi só sobre desempenho. É sobre quem é reconhecida como mulher”, completou.