O Tribunal de Justiça de São Paulo tornou réu o empresário Saul Klein, filho do fundador das Casas Bahia, pelos crimes de organização criminosa, exploração sexual, favorecimento da prostituição e tráfico de pessoas envolvendo menores de idade.
A decisão aponta aliciamento de mulheres e adolescentes com promessa de trabalho. A defesa afirma que as relações eram consensuais. O caso segue em segredo de Justiça.
Durante o processo de Inquérito Policial, a delegada Priscila Camargo, na época titular da Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri, indiciou Saul Klein e outras 9 pessoas por crimes sexuais contra 14 mulheres.
A investigação teve início em 2020. As 14 mulheres relataram terem sido vítimas de abusos sexuais cometidos por Saul Klein.
Uma agência aliciava mulheres altas, magras e pobres para trabalharem para Klein. Era oferecido trabalho como modelo. Depois, os serviços a serem prestados iam além dos anunciados.
A ação envolvia agentes, motoristas e até médicos que atendiam o grupo de mulheres, que deveriam permanecer por dias em uma “mansão”, à disposição do “príncipe”, onde eram realizadas festas particulares. Muitas destas festas aconteceram em Alphaville, bairro nobre de Barueri. (com informações do site Migalhas e Globo News)