Organizadores do “UFC Vitápolis” praticamente “oficializaram” a luta sem regras na periferia de Itapevi.
Jovens se reúnem em um espaço, com chão de terra batido coberto por uma lona plástica, e passam a “trocar porradas”.
Uma página no Instagram, criada em fevereiro, anuncia os lutadores e agenda quem tiver interesse na brincadeira.
A inscrição é gratuita, qualquer um pode participar e os interessados só precisam de um par de luvas. Não há proteção alguma para quem se aventura em dar murros aleatórios no adversário.
São usadas luvas de diferentes tamanhos, os jovens que competem não parecem ser do mesmo peso, não há ringue com acolchoamento adequado (o que ajudaria no amortecimento de queda em caso de um nocaute), entre outras necessidades.
O que se vê nessas competições são rapazes que não têm qualquer treino formal em esportes de combate competindo sem proteção adequada, o que já resultou na perda da vida de um jovem.
É nítida a falta de treino quando se percebe a ausência de guarda adequada dos jovens em relação aos golpes, o que demonstra que não são profissionais, sequer amadores, a despeito da forma como o combate é conduzido, sendo digna de nota a conduta do árbitro, que permite que os envolvidos usem de forca excessiva em seus golpes em uma competição que se diz recreativa. O “UFC de rua” coloca vidas em risco.