O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recebeu nesta quarta-feira (14) um pedido de afastamento do prefeito de Carapicuíba, professor José Roberto. A solicitação foi apresentada pelo vereador Professor Naldo, que questiona a ausência do chefe do Executivo e a falta de informações oficiais sobre a condução da Prefeitura.
Em entrevista ao Diário, Naldo afirmou que o prefeito está afastado por problemas de saúde e que ficou mais de 20 dias sem comparecer à cidade. Por lei, o prefeito pode ficar até 15 dias fora do cargo sem precisar nomear outra pessoa para a função.
Uma fonte ouvida em off pela nossa reportagem contou que José Roberto estaria em tratamento quimioterápico contra um câncer no rim. Até o momento, a Prefeitura não divulgou nota oficial detalhando o estado de saúde do prefeito nem esclarecendo como está a gestão durante esse período.
Naldo relatou que já havia protocolado na Câmara Municipal o Requerimento nº 03/2026 solicitando informações sobre o porquê o prefeito não está presente no gabinete, mas resolveu recorrer ao Ministério Público de São Paulo. “Tendo em vista que essa Câmara é submissa ao ex-prefeito, eu protocolei no Ministério Público e anexei uma cópia do Requerimento”, comentou.
No documento protocolado no MP, Naldo justifica que “a situação gera grave insegurança jurídica, compromete a legalidade dos atos administrativos praticados, além de afrontar diretamente os princípios da legalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no art. 37 da Constituição Federal”.
“O prefeito sumiu da cidade. Ele ficou mais de 20 dias sem aparecer na cidade e, na semana passada, ele apareceu em um dia para fazer vários vídeos e a comunicação da Prefeitura soltar um por dia. Isso não é ser prefeito. A nossa cidade está sem prefeito de atuação. Quem está atuando na nossa cidade é uma pessoa que não tem legalidade para fazer isso porque não foi eleito. O vice também não assume. Todo mundo fica quieto e a cidade está abandonada”, disparou.
O parlamentar ainda afirmou que, caso o prefeito esteja mesmo em tratamento de saúde, ele deve se afastar formalmente no cargo e deixar o vice, Guto José, assumir a cadeira. Caso isso não ocorra, ele defende que o Ministério Público e a Justiça Eleitoral avaliem a adoção de medidas legais, que podem incluir desde a formalização do afastamento até outras providências previstas em lei.