Durante sessão da Câmara Municipal de Osasco, nesta terça-feira (24), a vereadora Lúcia da Saúde usou a tribuna para alertar sobre erros médicos em hospitais particulares em Osasco.
Ela citou como exemplo a morte do neto Asafe, de dois anos, ocorrida em setembro do ano passado. Lúcia disse que a criança morreu após um erro durante um atendimento médico.
A vereadora contou que o neto havia sido diagnosticado com meningite viral e apresentava melhora. “O meu netinho teve uma meningite viral. No dia 5 de setembro a médica falou assim: ‘Ele vai ter alta, vó’. E fui pra casa lavar a roupinha do meu netinho. E ele realmente estava muito bem”, disse.
De acordo com o relato, a criança apresentou febre e recebeu uma medicação após a troca de plantão no hospital. “Mas teve a mudança de plantão e ele estava com uma febrinha de 37.9. A moça que foi aplicar a injeção… a forma que ela aplicou a medicação no meu neto fez ele ter uma parada [cardíaca] na hora. Ele não voltou”, afirmou.
Lúcia da Saúde defendeu que sejam investigados médicos, enfermeiros e auxiliares que atuam em hospitais particulares de Osasco. Ela também disse que pretende levantar quantas crianças morrem nessas unidades. “Eles fazem o que querem em Osasco. Vamos levantar quantas crianças morrem dentro desses hospitais”, declarou.
O discurso ocorreu durante a votação da Moção nº 11/2026, apresentada pelo vereador Ralfi Silva. O texto repudia a operadora Hapvida Notredame pelo descumprimento de uma decisão judicial que garante tratamento domiciliar a um paciente em situação de vulnerabilidade clínica.