No mês passado, a vereadora Stephane Rossi (PL) apresentou, na Câmara Municipal de Osasco, a Moção de Repúdio nº 39/2026 contra a eleição da deputada federal trans Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
A moção não foi votada dentro do prazo de três sessões e, por isso, deixou de tramitar, conforme prevê o regimento da Câmara.
Na terça-feira (14), a parlamentar mudou de estratégia e levou o tema à tribuna durante a votação da Moção de Apoio nº 90/2026, destinada a deputadas que se posicionam “em defesa da integridade e da finalidade da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara dos Deputados”, ou seja, contrárias à eleição de Erika Hilton.
Durante sua fala, Stephane afirmou que “cansou de ficar em cima do muro” e que decidiu se posicionar sobre o tema. “Entendemos que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher deve permanecer como um espaço voltado às questões que emergem da vivência feminina marcada por fatores biológicos e sociais”, disse.
Ela também ressaltou que é favorável a pautas que defendem os direitos da comunidade LGBTQIA+, mas afirmou que esses temas devem ser tratados “em espaços próprios e dedicados a essa pauta”.
Ao encerrar o discurso, a parlamentar do PL disse que pretende processar quem divulgar informações falsas sobre ela nas redes sociais. “Agora, vou começar a processar as pessoas que falam que sou LGBTQIAfóbica. Vou começar a processar”, afirmou.