Primos recriam meme do Marco Véio 8 anos após cena viralizar na internet

 Primos recriam meme do Marco Véio 8 anos após cena viralizar na internet

Foto: Patrick Rodrigues/ NSC

Os jovens responsáveis pelo meme do “Marco Véio” recriaram a cena do morro da “vó Salvelina”, em Taió, no Vale do Itajaí. O vídeo viralizou há oito anos, em 2014. Nele, se vê um menino de sotaque forte narrando a aventura do primo em um carrinho rolimã, na estrada íngreme que leva à casa da avó deles.

Marcos Martinelli, agora com 20 anos, é o Marco Véio. Já Leandro Beninca, de 17, é o dono da voz. Na época, o bordão “taca-le pau, Marcos”virou meme nas redes sociais e chamou a atenção pela espontaneidade do episódio.

A gravação aconteceu em uma das idas recorrentes dos primos, durante as férias de verão, ao sítio da avó materna, Salvelina Lenzi, de 68 anos. Eles tinham 12 e 9 anos de idade.

Naquele dezembro de 2014, em vez de irem reto até o fim da estrada de chão batido, como costumam brincar, o desafio foi controlar a velocidade para fazer a curva no pé do morro.

Marcos conseguiu e, então, surgiu a ideia de gravar despretensiosamente a conquista com o tablet dele.

“Pode vir, Marco. Lá vem o Marcos, descendo o morro da ‘vó’ Salvelina. ‘Taca-le’ pau nesse carrinho, Marcos. Taca-le pau, taca-le pau, taca-le pau. ‘Mazá’, Marco Véio”, diz a narração, que dura menos de 30 segundos.

Após a temporada na casa da avó, o garoto mais velho voltou para a casa onde mora, em Gaspar, também no Vale do Itajaí, e publicou a gravação na internet. O vídeo viralizou.

“Meu sobrinho mandou mensagem perguntando: “Viu que vocês estão famosos? O vídeo dos meninos é só o que dá no WhatsApp”.

Uns três dias depois as emissoras de TV começaram a aparecer. Foi uma coisa de louco, eles não planejaram aquilo”, relembra Salvelina.

Os meninos ficaram conhecidos nacionalmente. Foram ao Rio de Janeiro, gravaram músicas, programas nacionais em diversas emissoras do país, viraram garotos-propaganda de marcas, incluindo da Fórmula 1.

Leandro conta, inclusive, que todos passaram a pedir que ele reproduzisse, no dia-a-dia, a narração que fez sucesso.

“A mãe que me controlava. Eu me irritava de ter de repetir o bordão nas gravações. Eles queriam que eu falasse igual ao vídeo original, mas não tinha como”, conta Leandro. Agora, no entanto, ele se diverte com a lembrança.

Ponto turístico

A residência da vó Salvelina virou ponto turístico em Taió e, como a procura é grande, a prefeitura inseriu uma placa no começo da rua para auxiliar os viajantes.

Dependendo do dia, o visitante pode se deparar com uma fornada de docinhos, que a idosa faz desde que os netos eram crianças.

“Tinha gente que chorava quando eu dizia que eles não estavam, que não moravam aqui. Mudou a minha vida por completo. Até hoje vêm bastante turistas. Eles querem descer de carrinho, bater foto comigo”, descreve a aposentada.

 

Quem chega tem a oportunidade de descer no mesmo carrinho usado pelos garotos, que é reformado vez ou outra. (com g1.globo.com)

Da Redação