• 02/12/2021

“Quantas vítimas vamos ver para levar a sério a violência contra a mulher?”

 “Quantas vítimas vamos ver para levar a sério a violência contra a mulher?”

Foto Caio Henrique

A morte da jovem Thalya Helen Moreira de Deus, de 16 anos, no último dia 15, entrou para as estatísticas da violência contra a mulher e alertou para a necessidade de ampliação da rede de apoio às mulheres. Durante a sessão ordinária, realizada na terça-feira (22), na Câmara de Osasco, as vereadoras Elsa Oliveira (Podemos) e Juliana da Ativoz (PSOL) falaram sobre o caso de Thalya Helen e aproveitaram para fazer um apelo às mulheres vítimas de violência.

O debate surgiu após a apresentação de uma moção de pesar, de autoria de Juliana da Ativoz, pelo feminicídio sofrido por Thalya, assassinada na casa do ex-namorado, na Zona Oeste de São Paulo. A jovem aceitou conversar com o rapaz, após os pais dele a buscarem em sua casa, em Osasco.

“Infelizmente a Thalya não é a única mulher vítima de feminicídio nessa pandemia. Mas me entristece muito ver uma garota, uma menina de 16 anos, uma osasquense, ser vítima do machismo de seu ex-namorado. Quantas vítimas ainda vamos precisar ver para podermos levar a sério a questão da violência contra a mulher?”, comentou Juliana da Ativoz.

Em março deste ano o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou dados sobre violência contra a mulher registrados pelos canais de denúncias de direitos humanos do governo federal, o disque 100 e o Ligue 180. Segundo o levantamento, mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher foram registradas nas plataformas no ano passado, a maioria referentes à violência doméstica e familiar contra a mulher.

“Nós temos muitos canais para atender essas mulheres e precisamos divulgá-los”, disse a vereadora Elsa Oliveira (Podemos) ao reforçar a necessidade de mais divulgação dos serviços de proteção às mulheres vítimas de violência

“Se você é vítima de um relacionamento abusivo, se você sofre alguma forma de violência, restrição, ameaças, peça ajuda, denuncie, conte para os mais próximos. Você precisa de ajuda e nós mulheres precisamos estar juntas. Isso é muito sério”, alertou a Juliana.

Disque 100 e Ligue 180

Qualquer pessoa pode fazer denúncias através do Disque 100 e o Ligue 180. São serviços gratuitos, que funcionam 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Em Osasco, elas podem ser feitas também na Procuradoria Especial da Mulher, através do telefone (11) 3699-9154 ou pelo e-mail: [email protected]

O atendimento às vítimas de agressão é sigiloso e acontece por meio de uma rede de proteção integrada pelas secretarias municipais de Saúde, de Segurança e Controle Urbano, de Assistência Social, pela Coordenadoria de Políticas para Mulheres, Pessoas com Deficiência, Promoção da Igualdade Racial e Diversidade Sexual, pela Polícia Militar, pelos conselhos tutelares e pela Defensoria Pública.