Tandara diz que condenação foi injusta e irá recorrer

 Tandara diz que condenação foi injusta e irá recorrer

Foto: Caio Henrique

A jogadora de vôlei Tandara usou suas redes sociais para se declarar inocente após ser condenada a quatro anos de suspensão por doping pelo uso da substância ostaria.

 

Julgamento aconteceu na segunda-feira, 23, pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD). Em suas redes sociais a atleta Tandara também afirmou que vai recorrer da punição.

 

“Eu sempre fui movida a desafios e enfrentei muitas situações adversas durante a minha vida. Nunca me pronunciei abertamente sobre o caso do doping porque estava determinada a provar minha inocência, e ainda estou. Essa condenação é, particularmente, difícil pra mim porque estou sendo condenada por algo que não fiz e Deus sabe”, iniciou.

 

Durante o desabafo ela recordou dos quase 20 anos de carreira. “Eu tenho orgulho dos meus mais de 18 anos de carreira sem nenhuma mancha. Minha vida é o vôlei e quem me conhece sabe que não faria nada que pudesse destruir tudo isso que construímos em todo esse tempo”.

 

Sobre o julgamento e as provas, Tandara ressaltou que o processo era sigiloso e questionou o vazamento das informações. “Apesar de termos provas mais do que suficientes que mostram que fui contaminada, tive uma condenação injusta, desproporcional e precedida de um estranho vazamento de um processo que deveria ser sigiloso. Infelizmente, o entendimento da Primeira Câmara do TJDAD é incompatível com a melhor jurisprudência internacional. Em todo o caso, vamos recorrer ao Plenário para que a justiça seja, de fato, reestabelecida. Respeito, mas não concordo com essa decisão de hoje. Lutarei, como sempre fiz, para provar minha inocência”.

 

Para finalizar, a oposta agradeceu o “carinho e o suporte de todos nesse momento”. “O sentimento de injustiça é angustiante, mas com a ajuda de todos vocês vou superar esse momento e transformar essa situação em combustível para vencer mais essa batalha”, finalizou a atleta.

 

Como a pena é retroativa à data do exame que apontou a presença de ostarina, a punição começa a ser contabilizada desde 7 de julho de 2021. Logo, ela fica impedida de jogar vôlei até 2025, quando terá 37 anos.

 

Tandara perderá as próximas três temporadas da Superliga Feminina e estará suspensa durante os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

 

Da Redação