Cemitério vertical de Itapevi terá gaveta de garrafa pet e velório virtual

 Cemitério vertical de Itapevi terá gaveta de garrafa pet e velório virtual

Divulgação

O novo cemitério de Itapevi já está com 50% das obras concluídas. Localizado na Cohab, o Memorial Parque Itapevi será o primeiro cemitério vertical 100% biosseguro do estado de São Paulo, contará com sistemas de gavetas distribuídas em sete andares e tem previsão de entrega até março de 2022.

A estrutura de concreto armado do equipamento já está na etapa final de conclusão. Também estão em execução a colocação do piso intertravado das ruas internas e das quadras, a preparação das calçadas e instalações elétricas e hidráulicas, assim como o tratamento do concreto aparente das paredes do velório.

Também começou a implantação das gavetas biosseguras, que são peças únicas, sem emendas, produzidas em fibra de vidro e resina de garrafas pet. Esse serviço será concluído em até cinco meses. Elas não possuem poro algum, o que impede vazamento dos líquidos e gases para o espaço de circulação em áreas externas. Há, ainda, dispositivos que permitem a troca gasosa em todas as gavetas, propiciando as condições necessárias para a decomposição. Este sistema permite um sepultamento mais seguro ambientalmente, já que não contamina o ar, o solo ou o lençol freático e reduz o nível de enxofre lançado no ar.

As salas de velório do Memorial Parque estarão equipadas com tecnologia para transmissão ao vivo das cerimônias de despedida. A ação permitirá que parentes e amigos de todo mundo possam participar ao mesmo tempo da última homenagem ao falecido.

O cemitério vertical vai permitir a otimização do espaço. Segundo a prefeitura, a proporção é de um túmulo convencional para cada sete sepulturas verticais. O novo modelo também permite um sepultamento mais rápido, concluído em apenas dez minutos, enquanto no modo convencional, são utilizados cerca de 55 minutos.

Capacidade
O Memorial Parque terá capacidade para 5 mil gavetas. O sistema rotativo resolve a necessidade de novas sepulturas com o passar do tempo, pois os corpos permanecem nas gavetas por três anos em um processo de decomposição, sendo direcionados posteriormente para um ossário com identificação do sepultado.

O novo cemitério será utilizado para os novos sepultamentos e o atual, no Jardim Julieta, que já está no limite da sua capacidade, terá sua manutenção garantida, mas sem novos sepultamentos, na parte pública.

Da Redação